IKIGAI: RAZÃO PARA VIVER

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Essa é a história de Otto e como o Ikigai o ajudou a definir sua profissão.

São 6h da manhã em algum lugar do mundo. O despertador do celular toca. Otto o silencia e senta na cama.

Praia Chura-Sun em Okinawa, berço do Ikigai

Praia Chura-Sun em Okinawa, berço do Ikigai

 

– Onde estou? Pensa enquanto começa a se espreguiçar.

Ele não teve uma noitada cheia de saquê, whiskies e vodca. Pelo contrário, está há quase um mês mergulhado no trabalho.

Começou essa semana visitando empresas em Recife, passou pelo Rio de Janeiro para fazer um diagnóstico do parque tecnológico de um novo cliente, foi a um congresso em San Francisco (EUA) sobre tecnologia e se ele não errou de voo, deve estar agora em Shenzhen (China) a convite de um grupo de  fabricantes de eletrônicos.

QUEM É OTTO?

Otto é um paulistano, filho de imigrante Japonês de Okinawa com uma brasileira. Seu pai foi vendedor de enciclopédias e sua mãe tocava um pequeno salão de beleza.

Okinawa é conhecida como um lugar em que as pessoas têm a mais alta expectativa de vida do Japão. Isso vem sendo associado ao modo como elas se relacionam com o trabalho enxergando-o não como uma forma de sobreviver, mas uma missão de vida.

Otto baseia seus planos no IKIGAI, um conceito nascido na terra natal de seu pai, em que se busca a felicidade em pequenos gestos compondo a sua existência, fazendo sentir-se grato por tudo e dando um sentido à sua vida.

Praia de Okinawa - inspiração para o Ikigai
Praia de Okinawa – inspiração para o Ikigai

IKIGAI: SIGA A ROTA PARA A FELICIDADE

Segundo esse pensamento, a felicidade plena segue um roteiro e é resultado das respostas que damos às seguintes questões:

  1. O que dá sentido à sua vida e você faria sem cobrar nada, se não precisasse trabalhar?
  2. Qual  sua vocação? Aquilo que você sabe que faz bem e que é reconhecido como um valor pelas outras pessoas.
  3. Como ser remunerado pela sua paixão e vocação: qual profissão alinharia esses dois valores? Não se limite, pense em todas as possibilidades possíveis.
  4. Qual é o seu propósito de vida, sua missão? O que você faria com prazer e excelência e que lhe pagariam por isso,  justificando a sua passagem por este mundo, contribuindo para melhorá-lo?

A DESCOBERTA DE OTTO

Herdou dos seus antepassados a facilidade para o comércio e a simpatia tão comum ao povo hospitaleiro desse conjunto de arquipélagos com mais de 160 ilhas.

Certa vez, sua avó paterna – que ele chamava de O bāchan (vovó em Japonês) –  contou-lhe sobre como as pessoas da ilha eram felizes, porque buscavam um significado para sua existência e faziam o que tinham que fazer. Dividiam a sua vida em pequenos Ikigais e preenchiam cada um deles de forma que todos estivessem coordenados e fazendo sentido.

Ela dizia para não ter pressa, é uma descoberta individual e livre de julgamentos dos outros – as paixões da sua vida só precisam fazer sentido para você.

– Tudo com o que você se identifica e se preocupa é importante – dizia ela.

Otto sabia que às vezes é preciso fazer sacrifícios para alcançar seus objetivos e enquanto ligava o chuveiro repassava na sua memória as conversas com a sua sábia avó:

-O que você ama fazer, Otto Chan?

-Gosto de viajar, O bāchan! Gosto tanto que faria até de graça.

-Então aproveite as enciclopédias do seu pai e estude. Descubra como poderá ajudar as pessoas viajando. A avó sorria balançando a cabeça.

O bāchan, me encanta descobrir coisas novas, lugares novos. Dizia isso alçando voo ao seu aviãozinho entre os dedos.

-E qual é o seu maior sonho, Otto Chan?

-Que inventem um telefone que meu pai leve na mala para falar comigo de onde estiver. Que ele consiga vender livros mesmo para pessoas que estejam em lugares em que ele não possa chegar. E que ele possa trabalhar de qualquer lugar. Assim nas minhas férias passaria mais tempo na praia comigo – Disparava aquele menino de 8 anos com a cabeça cheia de sonhos.

-Você é um visionário! Acho que seu pai não vai conseguir ver tudo isso. Talvez você consiga. Mas vai precisar de muito foco, estudo e paciência para esperar tudo isso acontecer – sorria incrédula a avó – Está disposto, Otto Chan?

Ele respirava fundo e olhava fixo para um futuro que em 1994 parecia tão remoto…

EDIFICANDO O CAMINHO ENQUANTO O UNIVERSO CONSPIRA A FAVOR

Enquanto isso, se aprimorava na construção do seu Ikigai. Sem saber sua vida corria paralela às evoluções que proporcionariam todas as condições para a realização dos seus objetivos mais ousados. Ele se pôs em movimento e o universo respondeu em seu favor.

Hoje, Otto é consultor de estratégias comerciais para novos negócios e abertura de mercados mundiais.

Enfim, conseguiu juntar sua habilidade natural para vendas à sua paixão por viajar por todo o planeta e conhecer novidades, com a missão de dividir isso com o mundo e ajudar a levar as inovações ao alcance de todos.

O descanso de tela do seu celular era justamente um mandala representando o Ikigai, lembrando-lhe que cada área da sua vida precisa estar em equilíbrio com todas as outras.

Mandala simbolizando o Ikigai
Mandala simbolizando o Ikigai

Terminou de se arrumar e recebeu no celular o aviso que o carro havia chegado.

Era sua última etapa antes de ir à Okinawa para um merecido descanso. Ainda teria que fazer alguns trabalhos para dar andamento aos projetos levantados desde que saiu de São Paulo, mas dessa vez faria outoffice cada dia de uma praia do arquipélago japonês.

Queria tanto poder dizer à sua O bāchan o quanto valeu a pena cada minuto de foco e estudo. Manter a paciência, ele já sabia, era para sempre. E ela tinha razão: seu pai se aposentou muito antes dessas transformações. Mas ele estava ali, utilizando tudo que ela não viu se concretizar.

UM UNIVERSO DE POSSIBILIDADES

São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, San Francisco, Shenzhen, Okinawa, as enciclopédias do seu pai (que hoje viraram ferramentas de busca na Web), as necessidades dos clientes da sua mãe, a sabedoria da sua avó: tudo estava ligado, girando no seu universo de possibilidades. E ele estava lá, fazendo parte da engrenagem que move e renova o mundo. Graças ao Ikigai ele encontrou uma razão para viver.

Um dia ele também irá desacelerar, mas de uma coisa ele tem certeza: o mundo é a sua casa, e enquanto tiver sonhos, seu escritório estará em qualquer lugar, que seja uma cachoeira, uma praia paradisíaca, ou mesmo o café na esquina de casa.

Basta ter acesso à internet, amor pelas inovações e por dividí-las com as pessoas, e uma meta a concretizar!  

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Texto: Amália Maldonado
Revisão: Fernanda Mourão

 

 

18 respostas para “IKIGAI: RAZÃO PARA VIVER”

    1. Obrigada, Alan,

      Estamos trabalhando para trazer sempre assuntos de interesse àqueles que se perguntam #de onde trabalhar hoje?
      Esperamos que você continue seguindo nossas publicações!

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