GIG ECONOMY: A NOVA VELHA FORMA DE PROSPERAR

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As relações de trabalho e as novas formas com que mais pessoas reinventam a vida profissional, está mudando as dinâmicas familiares e a economia mundial.

Estar mais presente na educação dos filhos, amparar um familiar num tratamento médico prolongado. Ou simplesmente produzir o mesmo em tempo menor, está fazendo uma revolução.

Conheça a história de Ane e como ela entrou na Gig Economy – a nova velha fórmula de prosperar.

ANE E SEU BEBÊ: JUNTOS NA GIG ECONOMY                              Foto: Maria Lupa by Unsplash

 

 

DUPLA JORNADA SEM SAIR DE CASA

Ane é uma psicóloga que trabalhou muito tempo numa grande empresa.

Quando Miguel nasceu, ela resolveu mudar a sua vida profissional e fazer home office, para que pudesse ficar mais tempo com seu filho.

As necessidades do seu bebê estavam acima das exigências de qualquer outra pessoa – ou instituição.

Passou a trabalhar por projetos, como headhunter e fazendo consultorias.

Driblar a rotina profissional, entre uma amamentada e outra, e as trocas de fraldas, tornou-se seu maior desafio.

O marido queria que ela parasse de trabalhar, pois achava que essa dupla jornada sem sair de casa, iria trazer desgaste ao casal.

Porém, internamente, ele temia que a falta da remuneração dela, com a qual já contavam, pudesse abalar o orçamento familiar. Ainda mais agora, com a vinda do herdeiro…

AS DICAS DE KAREN

 

Foram muitas discussões, muitas conversas com amigas que já tinham feito essa escolha. Karen, foi a pessoa que mais lhe tranquilizou.

Ela até lhe contou um episódio que ocorreu quando a empresa de Oscar (seu marido) resolveu adotar o home office.

As dicas de  Karen para manter o foco, como freelancer, eram certeiras e a ajudou a se organizar.

 

Ane não fazia ideia, mas estava se inserindo num gigantesco – e nada novo- mercado de trabalho: O GIG (pronuncia-se guig) ECONOMY.

 

O NOVO QUE É VELHO

 

Assim como o bleisure , o Gig Economy já é uma onda que vem crescendo e que antes não tinha esse nome.

É tipicamente o velho conhecido que é batizado com  novo nome, atualizando ou explorando melhor o conceito.

Segundo pesquisa do Intuit Research, até 2020,  40% dos americanos em idade produtiva terão como base econômica, a vida profissional na Gig Economy.

Essa tendência que foi melhor percebida em 2012, cresceu 10 vezes desde essa data até 2017!

A pesquisa ainda dá conta que 4% das pessoas produtivas no planeta já trabalharam, em algum momento de suas vidas, nesse sistema.

Algumas políticas e ferramentas têm possibilitado a alavancagem desses números:

 

  • aplicativos de motoristas, criando nova categoria profissional;
  • apps de locação temporária de imóveis, que fizeram os proprietários virarem investidores;
  • sites para prospecção de profissionais liberais contratados por  projetos, tornando o mercado de Freelancers mais acessível e atrativo;
  • reforma trabalhista, que busca atualizar as relações laborais, dando maior tranquilidade ao empregador;
  • aplicativos para busca  de ambientes de coworking e outoffices, que visam dar mais infraestrutura para os nômades digitais, habitués ou ocasionais.

 

Mas, qual é a vantagem para quem trabalha nesse sistema?

5 VANTAGENS DO GIG ECONOMY PARA O COLABORADOR:

 

Gig Economy: Crie seu ambiente holding

 

Criar o seu “ambiente holding”: um espaço físico, social e psicológico seguro e saudável para seu trabalho.

 

 

Férias de uma semana ou 40 dias.

Independência do calendário convencional: pegar férias de uma semana ou 40 dias, a escolha é sua.

 

 

 

 

Liberdade: para abraçar o projeto que faz mais sentido à sua vida, experiência ou expectativa.

 

 

Liberdade para dar sentido à sua vida

Flexibilidade: poder intercalar lazer e trabalho remunerado ou voluntário. Conciliar exigências de assistência aos filhos, companheiros, pais e outros parentes.

 

Cultivar a autenticidade: livre para ser quem você é

Cultivar a autenticidade: estar livre das convenções de aparentar aquilo que não é, por exigência de uma cultura organizacional que você finge compartilhar, para não ser demitido.

 

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

Ane ficou muito empolgada com essa nova realidade, porém, logo percebeu que não só de coisas boas vivem os gig workers:

  • Insegurança – o trabalho por conta é muito sensível aos meandros do mercado.
  • Angústia – por mais que dividisse seus medos com suas amigas e seu marido, no fundo ela tinha que gerir sozinha sua empreitada.
  • Sobrecarga -você sai do trabalho mas o trabalho não sai de você (a falta de limite entre a casa e o trabalho, faz com que as coisas se misturem e a falta de produtividade afeta as horas de lazer,
  • Falta de rotina – ela nos dá um ritmo, um norte. Quando se vive sem as amarras do trabalho em que alguém o observa,  manter sempre a mesma rota é difícil.
  • Distrações – bebês e mascotes engraçadinhos diminuem a produtividade,
  • Imprevisibilidade – uma canetada do Congresso, uma alta no Dólar, e tudo o que você  faz pode virar fumaça…

Qualquer descuido ou acidente de percurso e a produtividade despenca.

UMA BASE SÓLIDA

Um ambiente de tanta incerteza poderia ser facilmente destruído, não fosse os sentimentos que dão base sólida a essa nova economia:

  • Autorrealização
  • Autonomia
  • Liberdade
  • Oportunidades
  • Constante aprendizagem
  • Construção do seu ambiente
  • Possibilidade de escolher o que está mais perto dos seu ideais

 

Para isso, as pessoas de sucesso na Gig Economy têm uma estratégia em comum. Todas elas estabelecem conexões:

AS CONEXÕES QUE TODO GIG WORKER DEVE FAZER:

 

  • ROTINA: mesmo quem trabalha por conta precisa ter uma hora para começar o seu trabalho, se alimentar, descansar, se exercitar e finalizar. Ane montou uma agenda de trabalho de acordo com as necessidades do pequeno Miguel. Inclusive colocou mais horas de trabalho do seu dia ao início da noite, pois no período da tarde ela prefere cochilar ao lado do filho, depois de uma das mamadas.
  • META: saber o que você quer estar fazendo daqui a 10 ou 15 anos vai fazer muita diferença quando faltar pique. Ane, quando chegar a hora, quer ter tempo de levar o filho ao clube. Quando ele for adolescente e receber os amigos em casa, ela quer estar lá para preparar os lanches. E levá-lo a museus, parques e outras atividades vespertinas.Quer ser uma mãe presente.
  • PROPÓSITO DE VIDA: ter a noção de que só você faria o que você faz da forma que faz, é um grande trunfo para expulsar as angústias e seguir em frente.
  • POSTO DE TRABALHO: ter o seu lugar de sempre ou uma lista de ambientes em que as variáveis você já conhece ou controla, ou sabe conviver, faz uma grande diferença. Há também os lugares de “resgate” onde você vai quando precisa conciliar mais exigências do seu dia a dia. Quando Ane percebe que não consegue se concentrar em casa e que Miguel precisa de alguém para lhe dar atenção, ela pega o pequeno e vai à Casa de Viver. Lá, além da infraestrutura que ela tem para trabalhar, há um adulto que pode cuidar do pequeno, enquanto isso.
  • APOIO EMOCIONAL E MORAL– essa dica de coaching é interessante: Tenha na sua agenda alguns contatos para ligar quando você está deprê, precisando que alguém lembre-lhe suas qualidades e suas conquistas. Que lhe escute, se você precisa desabafar. Mas tenha também aqueles que vão por você no chão. Sabe aquela cunhada “muito sincera”? O ex colega de trabalho um pouco invejoso? Certamente eles enxergam melhor seus defeitos e saberão baixar a sua “bola”, como ninguém. Nem sempre o que precisamos são elogios. Às vezes são puxadas de orelha mesmo.

GIG ECONOMY: REINVENTE-SE PARA PROSPERAR

 

Estamos alcançando mais um patamar na nossa evolução humana, profissional e econômica. Se antes era necessário se deslocar longas distâncias, hoje sua dupla jornada acontece no mesmo lugar. Basta se reinventar. Mais do que nunca é necessário manter o foco para aproveitar as vantagens do Gig Economy.

Esse pode ser um período dourado na sua vida, mas há que tomar cuidado com aquilo que reluz sem ser ouro.

Construa vínculos duradouros com seu mercado e capriche nas conexões.

E continue a remar.

Evoé, prosperidade!

Que logo ela venha a todos alcançar!

Você já é um Gig Worker? Conte nos comentários.

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