Achamos uma nômade digital na Selva Amazônica!

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E ficamos encantados com ela.

Porto de Manaus:  lugar inusitado para trabalhar

Leia a matéria a seguir e veja as experiências incríveis que essa jovem acumula por aceitar o desafio de buscar lugares inusitados para trabalhar!

 

Quando falamos em nomadismo digital, logo pensamos em destinos como Bali (Indonésia), Sófia (Bulgária), Berlim (Alemanha), Queenstown (Nova Zelândia) entre outros.

Mesmo um dos sites mais badalados pelos nômades digitais brasileiros, num post sobre os 10 melhores lugares do mundo para o nomadismo, as sugestões não chegam nem perto de nossas fronteiras.

Esquecemos que o Brasil é um dos locais mais ricos em biodiversidade. Somos um povo pacífico e hospitaleiro. Desfrutamos de um clima sensacional.

E privamo-nos dos encantos de nossa própria terra.

O que está faltando para colocarmos os destinos domésticos, como por exemplo, a Selva Amazônica, na nossa lista de desejos?

Pôr do sol em Alter do Chão: Selva Amazônica não está na lista dos destinos mais procurados.

Mesmo quando pensamos em viajar pelo Brasil, as rotas são, praticamente, sempre as mesmas.

Alegria e surpresa

Veja os dados do Ministério do Turismo sobre a porcentagem de turistas domésticos nas regiões:

  • Nordeste (41%),
  • Sul (26,6%),
  • Sudeste (20,3%),
  • Centro-Oeste (6,6%)
  • Norte (5,5%)

 

Qual não foi nossa alegria e surpresa quando, em pesquisa para escrevermos o post sobre lugares inusitados, tivemos conhecimento de uma jovem jornalista, de apenas 24 anos, que se aventura por caminhos que muitos de nós sequer ouviu falar.

Como freelancer e nômade digital, além de viver aventuras, ela busca cumprir seus compromissos. E para isso, precisa de infraestrutura.

Será que é possível conciliar as duas coisas nos lugares mais remotos?

É o que vamos descobrir agora.

Continue lendo e conheça um pouco sobre a história e a rotina dessa cidadã do Brasil.

Taynara mora em Florianópolis, mas nasceu em Marabá, PA.

Talvez por isso, ela não tenha as “travas” que a maioria dos sudestinos (quem nasce no sudeste) e sulistas tem em relação ao Norte.

Talento para escrever

Quando criança, ela sonhava em ser aeromoça para poder viajar pelo mundo, mas logo percebeu que seus sonhos não cabiam no interior de uma aeronave.

Na sétima série, uma professora percebeu seu  talento para a escrita, e com o incentivo da mãe, para a leitura, foi se identificando com a área da comunicação.

No primeiro ano do ensino médio, motivada por um excelente professor de literatura,  a paixão por livros e escrita só aumentou e o caminho para o jornalismo estava pavimentado.

Internet e tomada

O nomadismo digital só pôde ser implementado a partir da invenção do compartilhamento de sinal de dados, wireless, ou wi-fi,  como é mais conhecido nos dias de hoje, e que democratizou a internet. É essa tecnologia que proporciona liberdade de viver experiências fora dos locais padronizados, como escritórios, lojas e agências.

Com aproximadamente duas décadas, vem revolucionando de forma gradativa, mas não lenta, a forma de se trabalhar.

Taynara iniciou-se nessa aventura no começo de 2018. Como freelancer para uma produtora de audiovisual, pode então diversificar seus locais de trabalho: hostels, casa de amigos, aeroportos, rodoviárias, e qualquer lugar que tenha conexão com internet e uma tomada para ligar o notebook.

O jeito Out of Office de ser

Essa ruptura com  o trinômio casa-família-trabalho ainda precisa vencer os padrões de vida e de mercado de trabalho tradicionais.

Pra mim, o trabalho faz parte do meu estilo de vida. Por trabalhar outoffice, tenho a flexibilidade necessária para, no meio do dia, resolver problemas, fazer cursos, visitar amigos. Acredito que quem vê de fora, pode interpretar como uma vida fácil ou com “menos trabalho”. Então, vencer esse pensamento padrão e sustentar essa decisão pode ser meio difícil. Explica Taynara, que já percebe as vantagens do jeito Outoffice de ser.

Pôr e nascer do sol no Rio Amazonas: vantagens de ser outoffice

Flexibilidade para reverter valores invertidos

 

Não seria mais lógico que a qualidade de vida fosse mais importante que o trabalho?

Uma das principais vantagens desse estilo de vida é a flexibilidade, que permite reverter os valores invertidos que nos foram impostos.

Para a nossa entrevistada, que chega a trabalhar mais de 40 horas semanais, fazer com que a rotina profissional se encaixe nos seus compromissos pessoais, faz muito mais sentido, quando o foco é a qualidade de vida.

Porém, para essa desbravadora virtual, a flexibilidade precisa vir acompanhada de boa conexão com internet, climatização, pouco ruído e tomadas próximas: sem isso é impossível manter o fluxo de trabalho.

Bleisure na Amazônia

 

De outubro a novembro de 2018, ela viajou pelo Norte do Brasil (Rondônia, Pará e Amazonas).

Graças às ofertas de trabalho, pode estender suas estadias e desfrutar do bleisure. 

Ela recebeu uma demanda razoável de trabalhos freelancer durante a estadia em Alter do Chão – PA:

 Como o hostel em que eu estava (Don Preguiça Hostel) tinha uma excelente estrutura (tranquilidade, vista paradisíaca, internet), consegui dividir bem o tempo que eu passava nas praias e trabalhando. Nessa mesma viagem, aproveitei uma viagem de barco de Santarém a Belém para trabalhar.

Deck do navio Santarém-Belém, onde Taynara adiantou trabalhos : sem wi-fi, mas com tomadas.

A forma com que Taynara desenvolveu seu trabalho nessa viagem, coincidiu com as mesmas recomendações que fizemos no post lugares inusitados para trabalhar:

A embarcação não tinha internet, mas disponibilizava tomadas ao lado das redes em que dormíamos. Claro que o conforto não foi o mesmo de trabalhar no hostel, mas deu para adiantar alguns trabalhos – relatou. 

Gig Economy e Aposentadoria

 

Para ela,  a Gig Economy favorece as oportunidades. O desafio é saber como alcançá-las, encontrar clientes e se adaptar a esse novo modelo.

E a preocupação com a aposentadoria e o futuro são mitigadas pelos investimentos pessoais. Atualmente ela procura algum tipo de aposentadoria privada,  paga a contribuição como MEI, para garantir a jubilação após o tempo certo de contribuição.

Lugares incomuns e saudades, rotina e conselhos

 

O lugar mais fora do comum que já trabalhou foi em

um barco, no meio do Rio Amazonas.

Barco para Santarém: trabalho no meio do Rio Amazonas.

Às vezes sente falta de ter colegas de trabalho e da pressão de trabalhar em um escritório: o ritmo da equipe costumava melhorar minha produção, explica.

Qual o conselho que gostaria de ter recebido quando começou a trabalhar em espaços alternativos?

Tenha um bom plano 4G. Nem sempre o wi-fi será suficiente.

Medos e preconceitos? 

 

Sobre isso, ela analisa que o Pará e o norte do Brasil é machista, como os outros estados.

Percebia que as pessoas tinham dificuldades de entender o porquê de eu estar viajando sozinha. Eles não entendiam bem porque alguém faria isso principalmente sendo mulher. Mas em nenhum momento fui desrespeitada e acho que minha postura já inibia qualquer possibilidade de situação perigosa. Não viajo pensando nisso. Perigo e machismo tem em qualquer lugar. 

Nômade digital: sem medo, vencendo preconceitos

O maior sonho e uma mensagem

 

O maior sonho dessa nômade é ter clientes o suficiente para passar anos viajando e sem ter uma casa fixa.

Sua mensagem para jovens que estão iniciando sua carreira profissional agora, ou para os que estão querendo quebrar paradigmas e vir para o lado outoffice:

Vá! Apesar de terem nos ensinado assim, sua vida não deveria se moldar ao seu trabalho.

Acompanhe as aventuras da Taynara pelo instagram: @taynaranakayama

Contato pelo medium: @taynara.nakayama.s

Gostou dessa entrevista? Está inspirado(a)?

Qual lugar fora do comum você toparia conhecer, enquanto trabalha? Deixe nos comentários.

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