Deep Work – esse é o nosso desafio (I/II)

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“A chave para viver bem em um mundo high tech está em gastar muito menos tempo usando tecnologia” (Cal Newport


Cal Newport: autor do livro Deep Work
Crédito da foto: http://www.calnewport.com/about/

Parece que estamos mesmo exagerando na medida e deixando de viver profundamente cada momento, atendendo sistematicamente à demanda de aplicativos e dispositivos, criados para nos servir.

Essa é a conclusão de Cal Newport (ou Calvin Newport), Professor de ciência da computação da Georgetown University e autor de livros sobre a influência da tecnologia na formação cultural contemporânea. Nascido em junho de 1982, cresceu e amadureceu junto com a progressão geométrica tecnológica das últimas décadas.

Cal tem estudado a perda de concentração das pessoas e fez uma análise sobre o impacto disso na trajetória profissional atual.

No seu livro Deep Work. Rules For Focused Success In A Distracted World  ele nos ajuda a compreender isso. 

Crédito imagem: http://www.calnewport.com/books/deep-work/

Pronto para se aprofundar um pouco nesse tema? Vamos lá!

Fugas de talento e de rentabilidade

Cal analisa que as pessoas estão mais dispersas no trabalho e isso está criando uma fuga de talentos e a perda de rentabilidade dos negócios.

A saída é começarmos a incluir em nosso cotidiano, primeiro, a constastação de que isso já é um problema recorrente e buscar formas de desenvolver uma concentração profunda (deep work).

O autor não propõe uma volta às cavernas, pois ninguém seria louco de negar os benefícios e a imprescindibilidade da tecnologia na vida cotidiana atual.

Mas, se não voltaremos ao passado, não podemos deixar de considerar que momentos de reflexão e meditação, sem a interferência da tecnologia, são necessárias. 

Afinal, até um dos humanos mais high tech do planeta – Bill Gates – não abre mão de suas Think Weeks.


Deep Work: não voltaremos às cavernas, mas se desligar da tecnlogia às vezes é necessário.

Photo by Ian Chen on Unsplash

Quatro opções para começar a exercitar o Deep Work

Ele acredita que dentro de algum tempo todas as tarefas repetitivas serão executadas por robôs e ao ser humano somente restarão trabalhos intelectuais, criativos e derivados de nossos raciocínios complexos.

Dessa forma, precisamos nos preparar e investir em nossa Inteligência Emocional nos diferenciando cada vez mais das máquinas.

Confira as sugestões de Cal:

  • Modo monástico: essa é a concentração absoluta e comum a gênios, que vivem no modo Deep Work.

Na biografia de Einstein temos vários exemplos de como isso funciona: uma vez ele chegou a ir a um evento palestrar somente de meias – estava tão envolvido no tema que esqueceu de calçar os sapatos.

Era comum para ele ser abordado na porta do refeitório da faculdade por alunos que queriam saber mais sobre suas pesquisas e teorias. Ao terminar o assunto, ele frequentemente perguntava aos pupilos se quando o encontraram estava entrando ou saindo do refeitório – nem a fome o desconcentrava.

  • Bimodal: É estabelecer períodos de reclusão programamados. 

Exemplos disso são os Think Weeks de Bill Gates, o claustro de Júlio Verne que se trancava no sótão de sua casa e não abria até não terminar seu trabalho, nem quando sua esposa socava a porta.

  • Rítmico: talvez esse seja o mais prático de todos, pois consiste em criar pequenas rotinas de imersão no mundo da tecnologia, diariamente, quinzenalmente, etc. 
  • Eventuais:  fazer quando sentir necessidade.

Talvez a melhor forma de iniciar é justamente com imersões eventuais e sentindo como isso pode melhorar a qualidade do seu trabalho e maximizar o potencial do seu talento.

O que é bom a gente deve repetir, então, fica mais fácil colocar essas pausas no seu planejamento, criando um ritmo no fluxo de pequenas mas frequentes imersões.

Fazendo esse exercício, logo você não verá a hora de exercitar o bimodal.

Albert Einstein (1879-1955)
Deep Work: libere o Einstein que existe em você!
Foto: Planet Science

E se o gênio que existe em você resolver se manifestar, o monástico será o seu júbilo!

Se você gostou desse tema, achamos que você vai apreciar também o nosso post Job Sharing.

E fique atento, pois em breve vamos postar o segundo texto desse tema, em que vamos discutir sobre a atenção residual e apresentar as  quatro regras do trabalho profundo do Cal Newport!

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