Crowd Working: profissionais do mundo a um click!

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man using laptop in front of brown chair
Crowd Working: profissionais do mundo a um click
Photo by Alex Kotliarskyi on Unsplash


Muitos conceitos costumam ser rebatizados. E isso nos dá a sensação de que estão surgindo novas formas de viver e trabalhar.

Gig Economy, coworking, home based  são alguns exemplos disso.

Vez por outra, essa estratégia é utilizada para criar uma áurea de glamour ao redor de “produtos” buscando impactos midiáticos que não tem muita relação com a real essência do termo. E isso acaba confundindo até quem sabia o significado correto.

E agora é a vez agora do… Crowd Working. 

Crowd Workers: freelancers da rede à multidão

Crowd Working é o novo nome para algumas formas de trabalho exercida por coletivos em prol de um mesmo projeto, de freelancer à supertemps, passando por consultores e especialistas autônomos.

Conforme explicamos em nosso texto FREELANCER: 5 DICAS PARA EXPLORAR POSSIBILIDADES, esse termo apareceu pela primeira vez nos tempos das Cruzadas, na Idade Média.

E, por mais incrível que possa parecer, nada mudou com relação ao trabalho em si: são trabalhadores autônomos que oferecem seu talento e seu tempo para cumprir tarefas de baixa ou alta complexidade que em conjunto trabalham para um projeto em comum. Por prazo determinado na maioria das vezes, ou mesmo indeterminado, quando esse grupo de profissionais oferecem um serviço recorrente. 

De fato, o que mudou foi a forma de oferecer e o número de profissionais que estão se encaminhando para isso, dia após dia.

O trabalho em rede (network working) está se expandindo e quebrando todas as barreiras de tempo, espaço e linguagens.

A tecnologia permite que os profissionais trabalhem em rede como se fossem um departamento dentro de uma empresa, com a diferença que esses profissionais podem ter outras atividades, estarem em diferentes localidades e são seus próprios chefes.

E aquilo que era um punhado de pessoas está virando uma verdadeira multidão.

Alemanha: um país referência para as multidões

A Alemanha é um dos países em que a filosofia do crowd workers tem se destacado.

O site de oferta de serviços freelancer local, clickworker.com, alegou ter quase dois milhões de profissionais registrados oferecendo sua mão-de-obra nesse sistema.

E essa tendência se explica pela crise econômica que este gigante vem enfrentando na última década. Em razão disso, no início do segundo milênio, a idade da aposentadoria para os alemães aumentou de 65 para 67 anos e várias reformas trabalhistas mudaram o perfil do mercado interno.

Uma delas foi a diminuição da carga horária de trabalho tradicional.

Por um lado, essas medidas proporcionaram um crescimento no número de trabalhadores em busca de novas oportunidades e por outro, a possibilidade de criar alternativas mais baratas para suprir as necessidades laborais para as empresas .

Crowd working no Brasil e no mundo

Como as questões enfrentadas pela Alemanha não são muito diferentes do que está ocorrendo em todo o planeta, vemos plataformas pipocando pela Web e servindo de vitrine para verdadeiras multidões. 

Empresas como Workana.com, Freelancer.com.br, 99Freela.com.br, Uber, são alguns exemplos de plataformas comumente procuradas por trabalhadores autônomos brasileiros.

Mas, o volume de pessoas que estão sendo incluídas nessa nova etapa da economia mundial é muito maior. Para se ter ideia do que ocorre a nível global, imagine que o site http://www.mashable.com/ fez uma lista com 18 plataformas na Europa e a http://faircrowd.work/ reune 12 que estão na Europa e Américas.

Crowd Working: gerenciar multidões é o novo desafio

Photo by Nicholas Green on Unsplash

Gerenciando multidões

As plataformas de trabalho oferecem oportunidades e melhoram a qualidade de vida dos indivíduos mas também contribuem para economia global, na criação de novas carreiras, dando possibilidade de mais pessoas entrarem no mercado de trabalho com o trabalho flexível e melhorando mobilidade social como um todo.

Encontrar profissionais capacitados fora do limite geográfico convencional tem contribuído para que projetos com tarefas complexas possam ser multiplicados em escala.

Porém, essas facilidades trazem desafios que podem pôr em risco o futuro e/ou a qualidade da finalização dos projetos. 

Essa preocupação foi tema de um estudo desenvolvido por 9 departamentos das universidades e institutos americanos: Carnegie Mellon University, Stevens Institute of Technology – School of Business, Stanford University, Northwestern University, Harvard University, University of Texas at Austin e New York University (NYU).

Especialistas de diversas disciplinas, como business, sociologia e ciência da computação buscam, a quase uma década, formas de preparar a economia planetária para o avanço da Gig Economy.

O documento, publicado em dezembro de 2012, com o título de The Future of Crowd Work, por ocasião da 16th ACM Conference on Computer Supported Cooperative Work (CSCW 2013), Forthcoming, nos dão as pistas para a resolução – ou a mitigação – dos desafios dessa empreitada, tão audaciosa quanto foram as Cruzadas ou as Grandes Navegações:

  • foco no comportamento organizacional e na computação distribuída, 
  • política de feedback direto dos trabalhadores, 
  • criação de uma uma estrutura colaborativa e sustentável.
Reuniões de equipes por video call

Para isso, é necessário estabelecer parâmetros para o que a pesquisa chamou de doze áreas principais: 

  • fluxo de trabalho, 
  • atribuição de tarefas, 
  • hierarquia, 
  • resposta em tempo real,  
  • colaboração sincronizada, 
  • controle de qualidade,
  • multidão guiando IAs, 
  • IAs guiando multidão, 
  • plataformas eficientes, 
  • desenvolvimento de design de trabalho específico para cada projeto,
  • valorização da reputação e motivação.

Você faz parte da multidão que está a um click de trabalhos no mundo todo?

Qual é a sua opinião sobre o futuro do trabalho em nosso planeta?

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