7 coisas que mudarão sua vida no trabalho

7 coisas que mudarão sua vida no trabalho
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Em nosso texto Biofilia e Neuroarquitetura: a influência do espaço no trabalho, falamos sobre a importância que essas duas ciências têm para a manutenção do equilíbrio do ser humano e sua alta performance.

Se você trabalha home office ou não pode sair do ambiente corporativo, saiba que não é necessário grandes investimentos para mudar o clima e favorecer a qualidade de vida de colaboradores.

Conheça agora 7 coisas que podem mudar a sua vida no trabalho

1- Priorize a luz natural

A luz natural é responsável por regular nosso relógio biológico, funções cerebrais como o estado de alerta e o sono profundo (à noite), hormônios como a melatonina e serotonina.

A luz artificial provoca uma confusão em nossa bioquímica, pois é fria e não tem a mesma radiação, gerando um stress físico cumulativo.

Por outro lado, a luz solar tem ciclos de radiação de luz que se alternam, gerando em nosso organismo reações como estímulo ao trabalho durante o começo e meio do dia. Perto do pôr do sol raios mais amarelos estimulam a produção do hormônio do sono, por exemplo.

Já a luz artificial não tem alterações de frequência nem temperatura e por isso “trava” nosso sistema bioquímico não proporcionando o descanso necessário durante a noite, nem a disposição adequada para o dia.

Sempre que puder, remova cortinas ou recolha as persianas. E se isso não for suficiente, já existem luminárias que imitam o ciclo da luz solar durante o dia. Vale a pena pesquisar e conhecer.

2- Dê passagem à Ventilação Natural

Sempre que possível, abra as janelas e portas para que o fluxo de ar possa circular melhor.

Muitas vezes, as salas que têm janelas ficam fechadas interrompendo o fluxo natural de limpeza e renovação do ar em todo o escritório.

Portas internas e aquelas que, quando abertas não comprometam a segurança das pessoas também colaboram com a ventilação.

7 coisas que mudarão sua vida no trabalho
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3 – Oriente seu organismo quanto à percepção do clima.

Frio ou quente?

A iluminação, ventilação e a orientação sobre a temperatura externa são três fatores que andam juntos. 

Assim como os outros animais e os vegetais, também necessitamos perceber o ciclo de vida da natureza, para que nosso corpo possa se organizar e criar imunidade quanto aos ataques de cada estação.

4 – Verde que te quero ver-te

A vegetação tem um papel importante na redução de stress simplesmente por estar lá. Além disso, elas ajudam na purificação do ar e diminuem o nível de ruído.

A sensação de conforto e acolhimento agem diretamente na criatividade e produtividade.

E para dar mais estímulos, pesquise sobre o clima interno do seu espaço de trabalho e escolha flores que possam deixar ainda melhor o ambiente.

5 – Fluir como a água

Um elemento tão vital como a água pode ajudar algumas pessoas a produzir mais.

A água interfere nas várias formas como sentimos o mundo: pela visão, audição e tato.

 Mas isso não é uma regra absoluta. Há pessoas que se irritam com o barulho contínuo da água.

Por essa razão, antes de colocar uma fonte, música de fundo ou aquário, pesquise com os colaboradores sobre a percepção de cada um.

Já, se você trabalha em regime de home office, basta que você saiba como os seus familiares reagirão.

Ainda que o som não seja viável, um quadro ou um painel com uma imagem aquática já vai fazer uma grande diferença.

6 – Seu melhor amigo perto de você


7 coisas que mudarão sua vida no trabalho
Photo by Karina Vorozheeva on Unsplash

Muitas empresas já têm o Pet Day. Geralmente é às sextas-feiras. Muitos Coworkings permitem que leve seu companheiro.

Trazer o  mascote para o ambiente de trabalho diminui o stress, melhora o entrosamento da equipe e aumenta a cumplicidade do colaborador com a empresa.

Se essa opção não é possível, experimente um descanso de tela com seu melhor amigo, ou um filhotinho fofo do bicho de sua preferência. 

Logo você perceberá que seu humor vai melhorar.

7 – Geometria e cromoterapia

Formatos e cores da decoração podem nos remeter aos elementos da natureza e trazer um certo frescor ao ambiente.

A cromoterapia é uma fonte de inspiração e pode ser aliada às formas de objetos e desenhos em painéis, tapetes ou quadros para nos remeter a vida ao ar livre e mandar para bem longe a frieza de ambientes antes inóspitos.

7 coisas que mudarão sua vida no trabalho

Use a criatividade e traga o máximo de elementos da nossa lista para seu ambiente de trabalho.

Afinal, o lugar onde você passa tanto tempo precisa dar alegria e conforto à sua vida.

Confira mais textos do nosso blog relacionados ao ambiente de trabalho e como deixar seu espaço mais agradável.

Gostou do texto? Diga-nos quais coisas você vai providenciar já.

Biofilia e Neuroarquitetura: a influência do espaço no trabalho

Biofilia e Neuroarquitetura: a influência do espaço no trabalho
Photo by Sua Truong on Unsplash

Quanto mais nos preocupamos com a qualidade de vida e as empresas se direcionam para atrair e manter os melhores talentos, mais se discutirá sobre a importância da criação do ambiente ideal para cada colaborador.

Nessa esteira de pesquisas e inovações estamos sendo surpreendidos com termos e conceitos pouco conhecidos.

Trazemos agora dois termos que foram objeto de estudo no Relatório Human Space – Biophilic Global Impact: biofilia e neuroarquitetura.

Antes de procurar em algum dicionário de palavrões ou anomalias, leia esse post e fique por dentro das novas tendências que vão mudar seu jeito de trabalhar.

Biofilia

É a tendência de se valorizar e buscar agregar na própria vida coisas vivas e que nos remetem à natureza.

É um conceito popularizado por Edward O. Wilson em 1984, quando ele descreve a relação do ser humano com a natureza e a necessidade de haver uma continuidade na ligação entre ambos, para a preservação do equilíbrio humano.

Neuroarquitetura

É quando a neurociência se junta à arquitetura para estudar de que forma nosso comportamento é afetado pelos locais que frequentamos. A interação com os ambientes em que vivemos impactam nosso cérebro. E isso tem consequências. 

Associação de forças

Biofilia e Neuroarquitetura: associação de forças
Foto: Freepik

Quando a Biofilia encontra a Neuroarquitetura temos uma associação de forças do bem para que possamos manifestar nossa melhor versão de nós mesmos e tenhamos satisfação com a experiência de estar em um ambiente de trabalho.

E ambas refletem-se no resultado operacional e financeiro da empresa.

Por isso, aquilo que todo mundo intuía, a ciência reconheceu e validou: o stress e da ansiedade estão inversamente relacionados com a produtividade, criatividade e motivação.

E se você busca estar em contato com a natureza ou necessita fazer pequenos retiros como o modelo de Think Weeks, de Bil Gates, saiba que você apenas está seguindo a sua própria natureza.

Saída estratégica para o outoffice

Seu ambiente de trabalho ainda não está em sintonia com esses conceitos como deveria? Tudo ao seu redor é muito cinza? A saída pode ser o outoffice.

Em nosso texto sobre Outdoor Coworking explanamos sobre a necessidade que temos de estar fora de ambientes que nos oprimem.

Apresentamos essa tendência de se trabalhar fora da empresa na primavera e no verão.

Não há coincidência nisso. Nessas épocas, a vegetação está mais pujante, é tempo de flores e a temperatura está mais agradável (com exceção do alto verão no Brasil).

Realmente parece que sentimos um “chamado” biológico para que voltemos aos braços da mãe natureza.

Por essa razão, o outoffice é uma boa saída para manter-se equilibrado e em alta performance produtiva.

A influência do espaço no clima do trabalho

Biofilia e Neuroarquitetura: quando o ambiente fala por você
Foto: Freepik

Se ainda não é possível sua empresa adotar regimes laborais mais flexíveis como home office e coworking, aguarde nosso próximo post sobre 7 coisas que mudarão sua vida no trabalho.

Deixe nos comentários o que o seu ambiente profissional está falando por você!

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Outdoor coworking

No início da primavera, quando o frio começa a se dissipar e os primeiros raios de sol realmente quentes invadem as ruas, você já teve vontade de colocar sua mesa de trabalho na calçada?

Outdoor coworking: tempo de por a mesa na calçada
Foto: https://www.connect.media/outdoor-offices-next-new-thing/


Se você respondeu que sim, saiba que não está sozinho. 

Isso se chama Outdoor Office e está alavancando a cultura coworking pelo mundo.


Outdoor Office: começou uma nova onda

Incomodados com a privação de contato com o ambiente externo, o viciado clima do ar condicionado e a luz fluorescente das lâmpadas dos escritórios, a Downtown Silver Spring em parceria com Peterson Cos., Foulger-Pratt e Argo Investment abriram a “caixa” para 20 pessoas experimentarem essa novidade.

Em Ellsworth Drive in Silver Spring, Maryland, a “caixa”, ou Outbox , no melhor estilo coworking conta com mesas, cadeiras, wifi e tomadas em abundância, na calçada.

Mas nem tudo são flores, muitos, acostumados à “proteção” de seus cubículos estranharam essa novidade. E tiveram que respirar fundo e se encher de coragem para mergulhar nessa onda, a princípio assustadora, para quem trabalhou escondido por tanto tempo.

Esse espaço está aberto a qualquer um que passar por lá, das 10 às 17h, de segunda à sexta. Basta levar seu laptop.

Coworking Outodoor: no início, uma experiência assustadora
Foto: https://www.bizjournals.com/bizwomen

Outdoor Office em Amsterdã

Quem já morou em países de clima temperado, bem sabe: a primavera e o verão são épocas cultuadas e esperadas ansiosamente.

Essa tendência é daquelas que, quando alguém inventa moda, se espalha com grande velocidade.

Amsterdã já entrou na onda. Uma startup resolveu fazer um projeto piloto na cidade de Dutch e está instalando o que eles chamam de canopied offices (escritórios-acampamentos) nesse verão, que começou em junho.

A ideia é aproveitar espaços incomuns para a maioria dos out officers, como parques, varandas e telhados e oferecer espaços fora do comum para coworking a baixo custo. 

Coworking Outdoor: trabalhando na varanda
Foto: https://www.instantoffices.com


Coworking Outdoor: porque o inverno sempre acaba na primavera!

Se você conhece alguém que tem um escritório com um terraço ou espaço no telhado, pode propor que ele incremente sua receita acolhendo coworkers na próxima primavera.

Para quem trabalha com moda, publicidade, marketing, mídias ou comportamento social, estar sentado no caminho das pessoas é uma grande sacada!

Obviamente, que quando falamos de Brasil, há muito o que se explorar. Mas, também as circunstâncias são outras.

Mas já temos uma iniciativa de cubículos no Brasil, o pessoal do BoxOffice propõe esses “escritórios-capsulas” com tecnologia e segurança a favor do trabalho out-of-office, saiba mais aqui.

Cabe aos empresários analisar em qual contexto elas se encaixam melhor dentro de cada realidade: na calçada, no lobby de prédios, em terraços ou nos rooftops.

A única coisa da qual não podemos discordar é da frase do Buda Nichiren Daishonin: O inverno nunca tarda em se tornar primavera.

Outoffices in office: conforto de casa, comprometimento de escritório

Outoffices in office: conforto de casa, comprometimento de escritório
Photo by Verne Ho on Unsplash

A cartilha da modernidade aconselha que as empresas possibilitem aos seus colaboradores mais liberdade para trabalhar e abram precedentes para o coworking e home office.

Porém, nem sempre a cultura organizacional está pronta para essas mudanças, ou mesmo a área de trabalho não permite tanta flexibilidade.

Por outro lado, mesmo que essas possibilidades sejam implementadas, é necessário, ainda, transformar o ambiente para receber melhor os parceiros, clientes e dar um espaço para combater a rotina que rouba das pessoas o brilho nos olhos.

Qualquer que seja o caso, a opção do outoffice in office é uma boa saída.

Quer saber mais sobre isso? Continue lendo.

Desconstrução de espaços tradicionais

Os espaços e as posturas tradicionais estão sendo questionadas e as organizações precisam responder a isso de forma a atrair e manter a motivação de novos talentos.

Quem tem colaboradores millennials sabe muito bem do que estamos tratando.

Mas, se liberar a galera para trabalhar de vez em quando em casa ou em outoffices ainda é uma coisa muito estranha para você, pode-se começar por um processo de transição, dentro do seu escritório.

É possível criar áreas diferentes como lounges que façam você e sua equipe se sentirem fora do escritório.

Outoffice in office: desconstrução de espaços tradicionais
Photo by Austin Distel on Unsplash

Senso de propósito

Conforme abordamos em nosso post CULTURE HACKING: UMA INVASÃO DO BEM (II), todo processo de mudança precisa aumentar a ligação do colaborador com a empresa, fortalecendo o senso de propósito dele e renovando o compromisso de melhorar cada dia mais o desempenho pessoal de cada um.

E quando falamos de mudanças estruturais físicas não pode ser diferente.

Não tenha pressa em executar essa transformação, o planejamento é muito importante e queimar etapas tende a levar a resultados insatisfatórios.

Abrindo a porta para o engajamento

Outoffice in office: abra a porta para o engajamento
Photo by Austin Distel on Unsplash

Criar espaços que fazem os colaboradores se sentirem fora do escritório é um bom balão de ensaio para implantar a cultura hacker e promover melhorias contínuas, abrindo a porta para o engajamento.

Considere utilizar espaços mal ou pouco aproveitados para criar esses ambientes, mas muito cuidado para não empurrá-lo para algum canto sem ventilação ou com aspectos negativos, pois o tiro pode sair pela culatra.

Invista em iluminação indireta, escolha de cores adequadas, móveis compatíveis com lugares completamente diferentes da linha tradicional da empresa, pois podem surtir um grande efeito positivo.

Ouvir os colaboradores e pedir opiniões vai aumentar o sentimento de pertencimento que você tanto sonha em vislumbrar em seu escritório.

Produtividade a vista

Quem já não teve vontade de sumir do escritório por causa de um climão, excesso de pressão ou stress, uma noite mal dormida e até uma TPM daquelas?

Outoffices in office para driblar o stress.
Photo by DeMorris Byrd on Unsplash

Imagine se você pudesse pegar o seu laptop e fosse trabalhar em outro ambiente, espairecer e respirar outros ares.

Seria um alívio, não é mesmo? E com certeza o fato de mudar de ambiente vai lhe trazer novas perspectivas e formas de enxergar os obstáculos de outra forma.

Driblar as tensões, aliviar o stress e dar um tempo para se recuperar vai melhorar a produtividade, pode ter certeza!

Outoffice in office: pés no paraíso, cabeça nos resultados

Se a sua organização não está pronta para romper totalmente com a estrutura tradicional, está engatinhando na cultura hacker e/ou você precisa convencer os millennials que sua empresa é atraente, aberta às mudanças e tem um ambiente de trabalho cativante, o outoffice in office é a melhor opção!

Essa proposta vai manter seu pessoal com os pés no paraíso e a cabeça nos resultados que você deseja e precisa.

Quer apostar?

Sua empresa tem outoffice in office? Manda fotos para a gente publicar em um próximo post!

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A Divina Cadência dos profissionais de vendas

Otto voltava de um retiro para recarregar as baterias, quando ligou seu celular, depois de um recesso de uma semana, ao melhor estilo Think Weeks.

Mal o telefone acendeu a tela, já tocou.

Era Lili, a gerente comercial de uma pequena confecção feminina do interior de São Paulo, Divina Cadência.

Ela precisava montar uma equipe de vendas na capital e queria propor um contrato de trabalho por projeto ao precoce Supertemp Otto.

Após um contato breve, marcaram um almoço na semana seguinte.

Encontrariam-se no Santa Cecília Pão & Cia.

Lili estava angustiada, pois havia caprichado muito na coleção, investido em novos fornecedores, melhores moldes e profissionais de produção e aberto alguns clientes na capital.

Mas, não conseguia dar uma assistência a estes, nem aumentar a carteira de clientes que tanto precisava, para justificar novos investimentos.

Otto chegou uma hora mais cedo e pediu uma mesa para dois. Conectou seu dispositivo no wi-fi do local e acessou o site da Divina Cadência.

Mapeou o negócio, analisou o catálogo virtual, fez uma pesquisa sobre preços do mercado e fez alguns contatos com pessoas que ele conhecia do segmento.

Quando Lili chegou, conversaram sobre alguns assuntos para quebrar o gelo e logo Lili disparou:

Otto, preciso de uma consultoria sua para montar um escritório aqui e contratar vendedores. Disse ela apreensiva.

Otto sorriu e lhe fez algumas perguntas sobre o faturamento da empresa e a carteira de clientes atuais, as metas e a saúde financeira, capacidade de produção efetiva e ociosa.

Questionou alguns pontos, analisou o site da empresa de Lili e de seus concorrentes mais próximos.

Ela desejava fazer várias contratações, alugar um imóvel e criar uma estrutura rígida de trabalho. E que o/as profissionais fossem todos dias até o escritório prestar contas do seu dia.

Ele ouviu atentamente tudo o que ela dizia e anotava pontos principais.

Quando ela terminou, ele pegou uma folha de sulfite de sua pasta e começou a explanar o que ele havia entendido de tudo o que ela disse.

Pontuou item por item, e ela concordava. Para cada item ele estimava um valor de investimento:

Santa Cecília Pão & Cia
Foto: https://app.outoo.com.br/pt/Local/391/Santa-Efigenia-5d2a1929b85d4
  • aluguel de imóvel e IPTU,
  • licenças e contador,
  • seguros e mobília,
  • custos trabalhistas, despesas com locomoção (aumentadas pelas visitas diárias ao ponto comercial)
  • riscos e perdas, depreciações, etc.
  • garantia ZERO de sucesso

Modelo de operação obsoleta

Quando ele somou tudo, ela estava com um semblante desanimado. 

Ao final, ele disse:

Lili, você está desenhando um modelo de operação que não se usa mais. Está ultrapassado!

Ela arregalou os olhos. Como faria então?

Otto virou a folha e começou a explicar as dificuldades do trabalho de um vendedor PAP (porta a porta) em São Paulo.

Lili, São Paulo é uma cidade do tamanho de um país Europeu médio. São mais de 12 milhões de pessoas e quase temos um carro para cada cidadão – a média é de 7,4 veículos para cada 10 habitantes. O trânsito é caótico. As linhas de trem, metrô, VLT e ônibus são subdimensionadas. E as pessoas ficam muito tempo esperando por eles ou viajando em pé e aglomerados…

Lili engoliu seco. Otto continuou.

De cada cinco dias de trabalho, o vendedor ou terá de usar o transporte público ou sairá mais tarde, pois em um ele terá o rodízio e sua placa. Conheço casos de profissionais que percorrem cerca de 200km sem sair do perímetro urbano. Essa cidade é gigante! E tem mais: se cair uma gota de água, ninguém mais anda…

Ela parecia desmoronar. Como era difícil empreender nessa cidade….(pensava ela).

Então, não tem jeito? Vou ter que desistir?

Sim! Respondeu ele.

Lili parecia não acreditar no que ouviu de um profissional tão arrojado.

Otto! São Paulo corresponde a mais de 40% do mercado de qualquer coisa, no Brasil! O quê você está me dizendo? Quer que eu dê as costas para todo esse mar de consumidores?

É óbvio que não! Definitivamente, pelo que você me disse, seu negócio está pronto para se estabelecer na mais importante Capital de negócios da América Latina. Mas, para isso, você tem que mudar paradigmas.

Divina Cadência chegando em São Paulo
Photo by Alexander Mils on Unsplash

Ah, bom! Agora estou começando a gostar dessa conversa. Lily sorriu aliviada. Esse era o Otto que ela conhecia!

Vamos dividir a cidade em 5 regiões: Norte e Nordeste, Sul e Sudeste, Centro, Leste e Oeste. Ok? Já falei com uns contatos desse segmento e eles me indicarão representantes autônomos. Entrevistarei e treinarei essa pequena equipe para você. Propôs ele.

Mas eles precisarão de um escritório, não é mesmo? Ela quis saber.

Escritório é o que não falta nessa cidade! Basta baixar o aplicativo do www.outoo.com.br e escolher em qual bairro eles preferem trabalhar. O regime de coworking e outoffice já é uma realidade tida e conhecida pelos paulistanos. E muitos trabalham, inclusive, dentro do próprio carro, em estacionamentos de supermercados e shoppings. Basta um bom plano de telefonia ou um café com wifi, que pode ser localizado pelo Outoo.

Nossa, Otto! Como você é prático! Riu Lili aliviada.

Bom, acho que já podemos pedir o que vamos comer e aproveitarmos para visitar algumas lojas, ok? Otto estava empolgado.

Oh! Isso seria excelente! Lili mal conseguia esperar para conhecer um pouco mais sobre a cidade.

No caminho falaremos sobre um sistema de cadastro de pedidos, controles de vendas e incentivos aos seus futuros colaboradores, pode ser? Perguntou ele.

Certamente! Disse Lili acenando para o garçom. O que temos hoje no cardápio, senhor? São Paulo me dá fome! 

Eles riram. Lili respirou fundo. Uma cidade tão grande e cheia de oportunidades que podem ser perdidas se os profissionais não forem bem selecionados, treinados e não tiverem as ferramentas corretas, que proporcionam a infraestrutura no tamanho da necessidade de cada um. 

Em breve as mulheres de São Paulo estariam caminhando e desfilando com Divina Cadência!

Gostou do story? Conhece alguém como Otto ou Lili? Ou você sofre as agruras do trabalho de campo nessa cidade? Comenta, curta e compartilha! 😉

A cultura do “E”:

quando todas as alternativas estão corretas

Sim! Podemos ter diversas profissões ao mesmo tempo!

Cultura do E: quando todas as alternativas estão corretas
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Desde criança somos condicionados a fazer escolhas e aprendemos que quando as fazemos, é preciso abrir mão de outras coisas.

A base da nossa educação ainda é assim: em casa e na escola.

E essa dicotomia foi imortalizada por Cecília Meireles no poema Ou isto ou aquilo.

Paradoxo comportamental

Paradoxalmente, as empresas, hoje, têm procurado profissionais que consigam lidar com os dois ( ou três, quatro, cinco, etc…) lados da realidade.

Para os millennials, na prática, isso já tem sido experienciado, conforme já abordamos no texto: Millennials: como se divertir e trabalhar com a gente.

Porém, é possível que até mesmo essa geração ainda esteja acorrentada -inconscientemente – à velha e ultrapassada retórica: escolha o seu lado.

E, em razão disso, você pode estar perdendo grandes oportunidades de se divertir realmente com o seu trabalho.

Caixa organizadora

Quem nunca ouviu alguém dizer:  – Abra a caixinha da imaginação. Feche a caixinha da brincadeira, etc.

Ainda organizamos a vida separando o ser humano da natureza, lazer de trabalho, estudo de entretenimento, prazer da obrigação, etc.

Por isso, convidamos você a fazer muito mais que pensar fora da caixa: abra todas elas e deixe que as coisas se encontrem livremente e se combinem.

Quem sabe você não irá se surpreender?


Cultura do E: por que você tem que escolher?
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Por que você tem que escolher?

Vivemos um momento em que muitas profissões simplesmente estão desaparecendo embaixo do nosso nariz.

Primeiro, foram os trabalhadores braçais que perderam seu sustento para máquinas e tratores.

Depois, foram os técnicos, como os contadores, desenhistas e projetistas e outros que faziam parte de grandes equipes. E , aqueles que conseguiram se adaptar, trabalham isolados com um computador que faz o serviço de mais de cinquenta pessoas.

Agora, advogados estão em pânico por causa da Watson da IBM e nem os juízes escapam da comparação com esse software que tem uma assertividade muito acima do gênio humano mais inatingível. 

Se essas pessoas tivessem entendido aquele antigo ditado que diz que não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta, provavelmente teriam olhado para outras aptidões que foram sufocadas, não abrindo mão de exercitá-las.

Abrace todas as possibilidades

Não sabemos quem será o próximo a perder o seu posto para alguém sem coração.

E a ideia não é criar pânico, mas convidá-lo a perceber que um hobbie pode ser também uma forma de complementar sua renda.

Ou sua aptidão para cálculos não precisa ser assassinada porque você decidiu trabalhar na área do turismo, por exemplo.

Pessoas que estão conseguindo romper a barreira da dicotomia estão surpreendendo o mundo, como é o caso do Dr. Abraham Verghese.

Cutting For Stone By Abraham Verghese
Cultura do E faz bem à saúde e ao bolso: 11º Mandamento (em Português)
Imagem: https://www.worldofbooks.com/en-gb/books/abraham-verghese/cutting-for-stone

Nascido na Etiópia, é professor da cadeira de medicina na Universidade de Stanford – Califórnia e autor do livro Cutting for Stone (11º Mandamento – em português), um romance que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares, em todo o mundo.

Bastava ao Professor Doutor Abraham escrever algum livro sobre sua especialidade médica para se manter fora da cultura do E e ser mais brilhante que a maioria dos seus colegas de profissão. Porém, ele resolveu abrir a gaveta da sua formação acadêmica, experiência de vida e sua criatividade – todas juntas – para nos brindar com um dos 100 livros para ler na vida, segundo a Amazon.

O romance conta a história de 2 irmãos siameses que perdem a mãe – uma freira – no parto e são abandonados pelo pai, um médico.

Evidentemente, a fuga paterna se dá em razão de que os rebentos são fruto de uma relação proibida e imoral na preconceituosa cidade Addis Ababa (capital da Etiópia) na década de 1950.

O livro conta a saga desses dois irmãos, Shiva e Marion, que foram adotados por médicos e abraçaram essa profissão também.

A sensibilidade e a disposição de Abraham desafiar-se em segmentos de atuação tão distintos nos sugere que é possível viver com alta performance focando na nossa própria diversidade de pensamento, em um mundo de tantos desafios.

Ter a capacidade de se abrir e reconhecer nossas aptidões que estão escondidas e combiná-las com infinitas possibilidades é um trunfo da cultura do E.

Cultura do E: seja tudo o que quiser ao mesmo tempo

Com o tempo, algumas paixões e interesses deixam de fazer sentido em nossa vida.

Por outro lado, desejos latentes podem se tornar grandes oportunidades de realização.

E ainda há a possibilidade de se desfrutar de todas as paixões ao mesmo tempo.

Talvez não exista nenhuma opção incorreta!

E o Dr. Abraham tem demonstrado que isso pode fazer bem à saúde e ao bolso!

Gostou do tema? Conte-nos se você está vivendo todas as suas paixões plenamente.

“Supertemps”: é a hora dos temporários de alto valor agregado?

Um artigo intitulado “O aumento de Supertemps”, em 2012, no Harvard Business Review  abriu espaço para uma discussão sobre qual seria o tempo ideal para um bom executivo ou profissional permanecerem em uma empresa, em tempos de Gig Economy.

“Supertemps”: é a hora dos temporários de alto valor agregado?
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Supertemp é um termo usado para definir os profissionais que estão no topo da carreira, geralmente vindos de  trajetórias bem sucedidas como advogados, consultores ou altos executivos das finanças.

E eles estão aumentando a oferta de trabalho qualificado no mercado.

 Seria isso um reflexo do aumento da expectativa de vida média ou uma mudança de mentalidade?

O que sabemos é que isso está mudando o clima dos ambientes corporativos.

Colaborações Pontuais

Pessoas experientes são decisivas em momentos de turbulência ou quando o negócio está maduro para uma alavancagem.

Suas grandes colaborações podem ser pontuais e precisas e desperdiçar esses talentos impondo uma carga horária e rotina extenuante talvez não seja o melhor investimento.

Digamos que, quando você contrata um arquiteto para fazer uma planta e a supervisão da obra, ele não precisa ficar todo o tempo verificando cada tijolo que é cimentado.

Profissionais mais baratos – como o chefe de obras – podem se encarregar de supervisionar mais de perto quem levanta as paredes. Esses técnicos são capazes de liderar grupos de trabalho, seguindo as especificações do alto “comando”. 

E pode-se estabelecer checkpoints para que o arquiteto confira o que está acontecendo e oriente – se necessário.

Isso vai aumentar o ganho do arquiteto por hora mas diminuir o custo total do seu trabalho, naquele job específico.

Por vezes, o alto executivo que tem um talento notável para tirar uma empresa de uma crise não tem o mesmo desempenho quando ela estão em altitude de cruzeiro.

Como identificar um Supertemp?

Para saber qual o perfil de um Supertemp, o site www.dartongroup.com nos dá algumas pistas.

Veja se você se identifica como um Supertemp ou se sua empresa está precisando de um:

Quem são os supertemps?

São profissionais vindos de grandes corporações, escritórios de advocacia e consultores;

Valorizam sua autonomia e flexibilidade buscando trabalhar por projetos;

Preferem ser valorizados e reconhecidos pelo seu conhecimento e não tempo de dedicação full time, equiparando seus rendimentos aos celetistas – ou recebendo até mais!

Eles se protegem da rotina interna de reuniões massacrantes e políticas corporativas desestimulantes.

Supertemps: temporários com alto valor agregado
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Supertemps, oportunidades em novos formatos

Graças à tecnologia que quebra paradigmas e constrói novas pontes para o futuro, surge agora a oportunidade de repensar de forma consistente o gerenciamento por projetos, abrindo espaço a colaboradores de alto valor agregado sem criar vínculos desnecessários.

As novas gerações ganham em poder usufruir da sabedoria e experiência.

Os Supertemps aproveitam com qualidade o seu melhor momento para manifestar a inteligência comportamental e contribuir com trabalhos que justifiquem cada minuto em que a aposentadoria é postergada.

Se você é um Supertemp e faz trabalhos para vários clientes em diferentes localizações, saiba que pode contar com o app do Outoo para encontrar locais próximos de cada cliente para fazer reuniões, ficar um período para preparar uma apresentação, e qualquer outra necessidade que demande um bom espaço para trabalhar. Afinal se você não quer se amarrar com cargas horárias fixas, porque ter um só escritório fixo?

Se você é ou conhece algum Supertemp, conte-nos suas experiencias nos comentários.

Deep Work – esse é o nosso desafio (II/II)

Conforme abordamos no texto Deep Work – esse é o nosso desafio (I/II), o uso indiscriminado da tecnologia vem sendo a causa da dispersão da atenção e contribuindo para que nos sabotemos e deixemos de manifestar a nossa plena capacidade e talento.

Deep Work: acabar com a dispersão no trabalho é o nosso desafio.
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Vamos apresentar agora algumas dicas que Cal Newport deixou no seu livro Deep Work. Rules For Focused Success In A Distracted World e que precisamos conhecer. Isso nos diferenciará – com vantagem – das máquinas que estão se sofisticando e  mudando o perfil dos profissionais de sucesso.

Multitarefas e a atenção residual

Adotar, sistematicamente, a execução de várias tarefas ao mesmo tempo, interrompendo o raciocínio de cada uma, compromete o rendimento intelectual e aumenta o tempo de execução de cada atividade, e isso não é nenhum segredo.

Descobriu-se que quando você interrompe uma ação para executar outra, o cérebro não consegue se desligar do primeiro assunto de forma automática e isso cria a dispersão da atenção e um gasto de energia maior, fazendo com que a pessoa se canse mais rápido.

Essa é a mesma coisa que acontece quando abrimos vários aplicativos em nosso celular.

Se estamos constantemente preocupados com o rendimento e a qualidade do desempenho dele, por que não damos a mesma importância ao funcionamento do nosso cérebro?

“Quanto mais me aprofundo no tema, mais óbvio me parece que as distrações digitais estão tendo um papel muito mais crítico do que a gente pensa”, reflete Cal em seu artigo:Want to take control of your digital life? Start with reclaiming leisure time.

As reflexões de Cal nos brinda, ainda,  com:

Deep Work: Multitarefas e a atenção residual
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AS QUATRO REGRAS DO DEEP WORK:

1. Respeito ao tempo dedicado ao Deep Work: Estabeleça e agende os períodos de trabalho e se concentre.

Respeite seu tempo como você deseja que os outros façam. E não desvie sua atenção nem se divida para fazer outras tarefas.

2. Acostume-se com o aborrecimento: é comum, quando estamos em um processo de mudança de hábitos, nos sentirmos incomodados e desejarmos voltar a agir como antes. Isso vai passar, então, nesses momento não pegue o celular. Tudo é questão de treino e seu cérebro vai se familiarizar com espaços de tempo sem estímulos externos.

3. Abandone as redes sociais: Cal recomenda que seja apagado todos os aplicativos que de fato são dispensáveis. Ele alerta que tantas notificações geram distrações e alteram o nível de atenção e comprometem seu estado de ânimo.

(Se isso é pedir demais, sugerimos que pelo menos desligue as notificações, separando um tempo fora do horário de trabalho para acessar suas redes. E na hora do deep work desligue o próprio celular).

4. Reduza o tempo de trabalho superficial. Bons gestores de tempo costumam ter horas específicas para checar os e-mails e respondê-los, assim como descartam mensagens improdutivas e bloqueiam remetentes inconvenientes.

Procure se organizar e tornar racional o máximo possível os trabalhos que não colaboram com o seu rendimento ou que diminuam o tempo do exercício do seu talento.

Colocando a Internet no seu devido lugar, seu desempenho e aptidões ganham os likes necessários para que você curta a vida de forma muito mais consciente e intensa. Sabemos que você merece seguidores mais qualificados que se inscrevam no seu canal vital e compartilhem do seu sucesso e felicidade.

Curtiu? Compartilha e dá um like para nós também! 


Roger Federer, o esporte e as lições corporativas

Roger Federer: trend top no Twitter e na vida

Roger Federer, oito vezes campeão, chegou a mais uma final.

Agora a briga foi com o sérvio Novak Djokovic na decisão do Grand Slam de 2019 .

Ele perdeu dessa vez, mas independente do resultado, ele já nos deixou um legado com importantes lições sobre valores imprescindíveis ao sucesso, inclusive no mundo corporativo.

Se você gosta de tênis como esse perfeccionista , deve saber um pouco sobre seus métodos fantásticos.

Mas, se você não curte tanto assim esse esporte, ainda pouco difundido no Brasil, aproveite para conhecer coisas em comum dos valores do mundo corporativo e esse Trend Top do Twitter mundial.

Batalhas com gigantes

Federer consegue brilhar em quadras onde pisaram gigantes do tênis como Ivo Karlovic , John Isner e o nosso Gustavo Kuerten.

O ponto de partida de quem persegue títulos mundiais nessa modalidade costuma ser a precisão e o saque potente. E assim como nas quadras, a vida corporativa tem fatores decisivos como a dedicação e a assertividade.

Mesmo com tanto trabalho duro e uma taxa muito expressiva de hold rate de
88% , ele é o 5º no ranking mundial da ATP.

E aí está a nossa primeira lição: ter que conviver com profissionais que têm melhor performance pode ser frustrante ou inpirador – é você quem escolhe!

Esporte e os valores corporativos: você escolhe entre frustração e inspiração.
Photo by Davon King on Unsplash


Engajamento + foco= evolução


Para estar no topo do pódium, em qualquer esporte ou negócio, é necessário tentar coisas novas, expandir seus limites e estar sempre buscando sua melhor performance.

Aos 34 anos (idade avançada para a maioria dos esportistas) esse suiço chegou à excelência e desenvolveu sua própria maneira de alcançar seus objetivos.

Com um serviço preciso e retorno consistente, ele sabe que deve manter o foco e trabalhar, nutrindo seu engajamento para evoluir.


Sneak Attack By Roger

O Sneak Attack By Roger ou SABR, é a forma como ele vem derrotando muito mais que os adversários em quadra: ele destrói também o pior inimigo da maioria de nós – a acomodação.

O sistema de ataques surpresa de Roger é inovador mas não traz novidades de fato: requer treino, estudo da concorrência, senso de oportunidade, autoconhecimento e paciência para esperar o melhor momento para o ataque.

E ninguém consegue invocar tudo isso repousando em uma zona de conforto.


Esporte e valores corporativos: treino, estudo da concorrência, senso de oportunidade, autoconhecimento e paciência .

Photo by this isme on Unsplash

Fora da zona de conforto

Para que Federer possa sonhar com mais um título, ele precisa manter o SABR ativo e funcionando perfeitamente.

Continuar surpreendendo é a sua melhor estratégia, e ela só existe fora quando se busca a inovação.

Roger Federer é um exemplo para as novas gerações desse esporte e também nos inspira com suas lições corporativas valiosas.

Algum esportita inspira você profissionalmente? Deixe sua resposta nos comentários. Quem sabe a gente não faz um post sobre ele e você?


Deep Work – esse é o nosso desafio (I/II)


“A chave para viver bem em um mundo high tech está em gastar muito menos tempo usando tecnologia” (Cal Newport


Cal Newport: autor do livro Deep Work
Crédito da foto: http://www.calnewport.com/about/

Parece que estamos mesmo exagerando na medida e deixando de viver profundamente cada momento, atendendo sistematicamente à demanda de aplicativos e dispositivos, criados para nos servir.

Essa é a conclusão de Cal Newport (ou Calvin Newport), Professor de ciência da computação da Georgetown University e autor de livros sobre a influência da tecnologia na formação cultural contemporânea. Nascido em junho de 1982, cresceu e amadureceu junto com a progressão geométrica tecnológica das últimas décadas.

Cal tem estudado a perda de concentração das pessoas e fez uma análise sobre o impacto disso na trajetória profissional atual.

No seu livro Deep Work. Rules For Focused Success In A Distracted World  ele nos ajuda a compreender isso. 

Crédito imagem: http://www.calnewport.com/books/deep-work/

Pronto para se aprofundar um pouco nesse tema? Vamos lá!

Fugas de talento e de rentabilidade

Cal analisa que as pessoas estão mais dispersas no trabalho e isso está criando uma fuga de talentos e a perda de rentabilidade dos negócios.

A saída é começarmos a incluir em nosso cotidiano, primeiro, a constastação de que isso já é um problema recorrente e buscar formas de desenvolver uma concentração profunda (deep work).

O autor não propõe uma volta às cavernas, pois ninguém seria louco de negar os benefícios e a imprescindibilidade da tecnologia na vida cotidiana atual.

Mas, se não voltaremos ao passado, não podemos deixar de considerar que momentos de reflexão e meditação, sem a interferência da tecnologia, são necessárias. 

Afinal, até um dos humanos mais high tech do planeta – Bill Gates – não abre mão de suas Think Weeks.


Deep Work: não voltaremos às cavernas, mas se desligar da tecnlogia às vezes é necessário.

Photo by Ian Chen on Unsplash

Quatro opções para começar a exercitar o Deep Work

Ele acredita que dentro de algum tempo todas as tarefas repetitivas serão executadas por robôs e ao ser humano somente restarão trabalhos intelectuais, criativos e derivados de nossos raciocínios complexos.

Dessa forma, precisamos nos preparar e investir em nossa Inteligência Emocional nos diferenciando cada vez mais das máquinas.

Confira as sugestões de Cal:

  • Modo monástico: essa é a concentração absoluta e comum a gênios, que vivem no modo Deep Work.

Na biografia de Einstein temos vários exemplos de como isso funciona: uma vez ele chegou a ir a um evento palestrar somente de meias – estava tão envolvido no tema que esqueceu de calçar os sapatos.

Era comum para ele ser abordado na porta do refeitório da faculdade por alunos que queriam saber mais sobre suas pesquisas e teorias. Ao terminar o assunto, ele frequentemente perguntava aos pupilos se quando o encontraram estava entrando ou saindo do refeitório – nem a fome o desconcentrava.

  • Bimodal: É estabelecer períodos de reclusão programamados. 

Exemplos disso são os Think Weeks de Bill Gates, o claustro de Júlio Verne que se trancava no sótão de sua casa e não abria até não terminar seu trabalho, nem quando sua esposa socava a porta.

  • Rítmico: talvez esse seja o mais prático de todos, pois consiste em criar pequenas rotinas de imersão no mundo da tecnologia, diariamente, quinzenalmente, etc. 
  • Eventuais:  fazer quando sentir necessidade.

Talvez a melhor forma de iniciar é justamente com imersões eventuais e sentindo como isso pode melhorar a qualidade do seu trabalho e maximizar o potencial do seu talento.

O que é bom a gente deve repetir, então, fica mais fácil colocar essas pausas no seu planejamento, criando um ritmo no fluxo de pequenas mas frequentes imersões.

Fazendo esse exercício, logo você não verá a hora de exercitar o bimodal.

Albert Einstein (1879-1955)
Deep Work: libere o Einstein que existe em você!
Foto: Planet Science

E se o gênio que existe em você resolver se manifestar, o monástico será o seu júbilo!

Se você gostou desse tema, achamos que você vai apreciar também o nosso post Job Sharing.

E fique atento, pois em breve vamos postar o segundo texto desse tema, em que vamos discutir sobre a atenção residual e apresentar as  quatro regras do trabalho profundo do Cal Newport!

Esse texto foi útil? Compartilhe com os seus colegas de trabalho e amigos.